terça-feira, 29 de junho de 2010

As pequenas alegrias de nossa vida...

- Uma barra de chocolate "Talento Frutas Vermelhas".
- O arroz-de-leite que minha avó faz.
- Tomar banho de chuva, de mar, de cachoeira...
- Chegar em casa, após um dia (no meu caso, noite) cansativo de trabalho, tirar os sapatos e abrir bem os dedos dos pés...hum...é a glória!!!!
- Depois de segurar tanto tempo e achar que não vai ter como segurar, sentar no troninho e ficar meia hora esvaziando a bexiga.
- Acordar bem disposta num dia ensolarado e bonito com passarinhos cantando na minha janela.
- Todo dia ter um beijo de bom-dia da minha coala preguiçosa Sofia.
- Dar um abraço quante, gostoso e apertado no namorado, na irmça, no tio irmão, no vô, na vó, na mãe ou em qualquer pessoa que se goste.
- Um bom filme, um bom livro, uma piada engraçada...
- Bons amigos, boa comida, um bom vinho...
- Um copão de coca-cola com gelo e limão.
- Amar e ser amada!
- Ter a minha linda gata esquentando os meus pés num dia frio.
- Sentir a água do chuveiro saindo quentinha e abundante e caindo nas suas costas, como se naquele momento o mundo pudesse acabar que você não está nem aí...
- Receber um telefonema daquela pessoa que eu tanto gosto, mas que não falo há um tempão.
- Beijar na boca, dormir de conchinha até acordar...
- Entrar naquela calça jeans.
- Ouvir e cantar, mesmo que muito desafinada "A Banda" do Chico Buarque e perceber o quanto esta música tira aquela tristezinha chata que insiste em bater quando não quero deixá-la entrar.
E vocês pessoas, quais são as pequenas coisas que os deixam felizes?

sexta-feira, 5 de março de 2010

Morre Johnny Alf, um dos ‘pais’ da bossa nova!


Alfredo José da Silva nasceu em 19 de maio de 1929, no Rio de Janeiro, e iniciou os estudos de piano ainda criança. Na adolescência, se interessou pelo jazz, pelo cinema e pelas músicas de Cole Porter e George Gershwin. Seu apelido foi dado por uma amiga americana. No início da década de 50, Alf formou seu primeiro grupo musical no Instituto Brasil-Estados Unidos. Logo depois, uniu-se a Dick Farney e Nora Ney apresentando-se na noite carioca e nas rádios. Dessa época são as composições "Estamos sós", "O que é amar", "Podem falar" e "Escuta", que apareceram no disco de Mary Gonçalves "Convite ao romance", de 1952, e ajudaram a lançar a carreira de Alf. Em 1955, lançou "Rapaz de bem" e "O tempo e o vento" em um compacto que foi considerado o primeiro disco da bossa. "Chega de saudade", de João Gilberto, só apareceria três anos depois. Segundo o escritor Ruy Castro, Alf é "o verdadeiro pai da bossa nova".Tom Jobim, outro pioneiro da bossa, costumava chamá-lo de "Genialf". Na segunda metade da década de 1950, Alf mudou-se para São Paulo, dividindo as noites com nomes como o grupo Tamba Trio, de Sérgio Mendes, Luís Carlos Vinhas e Sylvia Telles. Em 1967, apresentou a música "Eu e a brisa", uma de suas mais conhecidas, no III Festival da Música Popular Brasileira em 1967, da TV Record.


Mais um nos deixa para compor a banda do céu!
Triste pesar!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Acorde de manhã e decida entre duas coisas ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...

http://www.youtube.com/watch?v=aMBgSfQI49E

Espero que todos escolham sorrir, mesmo que naquele dia seja impossível...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

BR.U.K. - Finalmente o CD ficou pronto!!

Logo mais ouçam no Myspace.

De um caminho, três.

Se corrermos agora
Talvez veremos no tempo
As falsas promessas
Que você me fez.

Sentiremos na pele
Toda raiva crescendo
Iludindo a promessa
Que o tempo levou.

Terminar nosso pacto
E deixar para trás
Cada passo que fez
De um caminho, três.

Pois as pedras pisadas
Desse longo caminho
Eram as três partes
Que você me fez.

Se corrermos agora
Chegaremos à tempo
De lembrar das promessas
Todas de uma vez.

E dizer para todos
As pedras pisadas
Com os passos certeiros
De um caminho ou de três.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Pseuda Gaga

Acho melhor voltarmos logo à programação normal deste blog, porque tem muita gente dando pinta de pseudo por aí.
Dá só uma olhada aqui.
Ney Matogrosso. Ri alto.

O menino que só sabia amar

Era uma vez um menino que amava demais. Amava tanto, mas tanto, que o amor nem cabia dentro dele. Saía pelos olhos, brilhando. Pela boca, cantando. Pelas pernas, tremendo. Pelas mãos, suando. Só pelo umbigo que não saía, o nó ali é tão bem dado que nunca houve um só que tenha soltado.
O menino sabia que o único jeito de resolver a questão era dando amor à menina que amava. Mas como saber o que ela achava dele? Na classe tinha mais quinze meninos. Na escola, mais trezentos. No mundo, vai saber, uns dois trilhões? Como é que ia acontecer da menina se apaixonar por ele, que tinha se apaixonado por ela?
O menino tentou trancar o amor numa mala, mas não tinha como, nem sentando em cima o zíper fechava. Resolveu, então, congelar, mas era tão quente, o amor, que fundiu o freezer, queimou a tomada, derrubou a energia do prédio, do quarteirão e logo o menino saiu andando pela cidade escura, só ele brilhando nas ruas, deixando pegadas por onde pisava.
- O que é que eu faço? Perguntou ao prefeito, ao amigo, ao doutor e à um pessoal que passava a vida sentado em frente a um posto de gasolina.
- Fala pra ela! Diziam todos, sem pensar duas vezes.
Mas ele não tinha coragem. E se ela não o amasse? E se não aceitasse todo o amor que ele tinha para dar? Ele ia murchar que nem uma uva-passa, explodir como uma bexiga e chorar até 31 de Dezembro de 2978.
Tomou, então, uma decisão: iria jogar o seu amor ao mar, à um polvo que se agarrasse a ele (pois já que tem oito braços para os abraços, porque não oito corações para as suas paixões?), ele é que não dava conta, era só um menino, com apenas duas mãos e um coração para o maior sentimento do mundo.
Foi até a beira da praia e, sem pensar duas vezes, jogou. O que o menino não sabia, era que o seu amor era maior que o mar. E o amor do menino fez o oceano evaporar. Ele chorou, chorou e chorou, pela morte do mar e de seu grande amor. Até que sentiu uma gota na ponta do nariz, e depois outra, na orelha e outra, no dedão do pé. Era o mar, misturado ao amor do menino, que chovia do Saara à Belém, de Meca à Jerusalém. Choveu tanto que acabou molhando a menina que o menino amava, e assim que a água tocou a sua língua, ela saiu correndo para a praia, pois havia tempo que sentia o mesmo gosto, o gosto de um amor tão grande, mas tão grande, que já não cabia dentro dela.


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

TORÓ

A descarga elétrica é um chicote de 27,700 graus - quatro vezes a temperatura na superfície do Sol - o ar em torno é o que causa o estrondo, que viaja por entre os prédios a 340 metros por segundo. Um homem, por entre seus óculos e bigode volta os olhos para cima. A nuvem negra começa a seiscentos metros de suas pupilas e só termina catorze quilômetros depois, mas de onde está tudo o que vê é um céu tão negro que lhe dá a impressão da Terra ter sido engolida por um cachorro. As três moças de salto alto e crachá dão uns gritinhos, excitadas com o próprio susto. O velho da banca guarda o display da mulher pelada. Os dois frentistas correm para guardar os carros que passaram o dia lavando, sob o teto coberto do posto. O vendedor de frutas, aos poucos, como se num esforço descomunal, vai desmontando sua barraca. No ponto de ônibus coberto há uma pequena migração de pessoas que desejam chegar em casa antes do toró que se anuncia. Os estudantes com seus uniformes e mochilas, passam correndo e gritando pela calçada - mas talvez eles gritassem e corressem do mesmo modo, sem trovão ou chovendo canivetes. Um vira-lata solta o osso, fareja o ar espesso com pompa de especialista e sai trotando. O homem por trás dos óculos e do bigode atormenta-se com a vaga lembrança de uma janela que poderia estar aberta. Fechou ou não? Tarde demais, pois a primeira gota cai no teto do posto, a segunda em cima do ponto de ônibus, a terceira na testa de uma das moças, a quarta estatela-se no asfalto quente e a chuva desaba como o pior pesadelo de Asterix - o céu desabando sobre nossas cabeças. As moças correm na velocidade que os seus saltos permitem, o homem por trás dos seus óculos e bigode, convencido de que não fechou a janela, arrasta seu arrependimento para debaixo do ponto, onde umas quinze pessoas de acotovelam, pois a água vem de todos os lados, de cima, de baixo, do lado, do outro, jorra de dentro dos bueiros entupidos, descem como cascatas pelas calhas, sacos de lixo e garrafas pet competem no rafting do meio fio. Em cinco minutos não haverá mais niguém sob o ponto. Em quinze, o vendedor de frutas com água pelo joelho, abandonará sua barraca. Em vinte, os frentistas desistirão da trincheira de panos e pneus, a água já entrando pelos escapamentos. Em quarenta minutos a chuva já haverá terminado. As moças de salto e crachá se secarão com guardanapos da padaria do outro lado da rua e o vira-lata tremerá dentro de um fogão velho e enferrujado em algum terreno baldio. Em duas horas, o homem ajeitará os óculos e torcerá a ponta do bigode ao contemplar sua sala inundada. O toró será a principal notícia de todos os noticiários, mas quem mora por aqui prescindirá das estatísticas, bastará olhar pela janela para se dar conta do estrago - é como se a cidade tivesse sido roída por um cachorro.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Estou de volta...hehehehehe...

Fizeram-nos acreditar que o amor mesmo, amor a sério, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos.

Não nos contaram que o amor não é acionado, nem chega com hora marcada.

Fizeram-nos acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade.

Não nos contaram que já nascemos inteiro, que ninguém na nossa vida merece carregar a responsabilidade de completar o que nos falta.

Nós crescemos através de nós mesmos. Se estivermos em boa companhia é só mais agradável.

Fizeram-nos acreditar numa fórmula chamada "dois em um" - duas pessoas pensando igual, agindo igual - que era isso que funcionava.

Só não nos contaram que isso tem nome - anulação. Que só sendo indivíduo com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.

Fizeram-nos acreditar que o casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.

Fizeram-nos acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto.

Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.

Fizeram-nos acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados a marginalidade.

Não nos contaram que estas fórmulas, não dão certo, frustram as pessoas, são alienantes e que podemos tentar outras alternativas.

Também não nos contaram que ninguém vai nos dizer isto.

Cada um vai ter que descobrir sozinho e aí, quando tiveres muito apaixonado por ti mesmo, vais poder ser muito feliz e apaixonares-te por alguém.



Este texto foi escrito por John Lennon, que apesar de ser um mala era um cara que sabia das coisas.