Quem morre?
Morre lentamentequem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajectos,
quem não muda de marca
Não se arrisca a vestir uma nova corou
não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o preto no brancoe os pingos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida,
fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorteou da chuva incessante.
Morre lentamente,
quem abandona um projecto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconheceou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maiorque o simples facto de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemosum estágio esplêndido de felicidade.
quarta-feira, 25 de março de 2009
terça-feira, 24 de março de 2009
Marmelada de banana, bananada de goiaba ...

Inspirada pela criação do designer Marc Valega, os Beatle Juice, caixinhas de suco com nomes dos integrantes dos Beatles, a empresa de design Bistrô resolveu criar uma versão brasileira da ideia, usando como inspiração os Doces Bárbaros.
O resultado foi Os Sucos Bárbaros, uma linha que apresenta sabores inspirados no quarteto de MPB dos anos 70: Gilberto Gil vira MaracuGil; Gal Costa, GalTaná; Caetano Veloso se transforma em AbaCaetano, e Maria Betânia ficou como BeTâmara.
Apesar de ser tudo uma grande brincadeira, a agência garante que todos os sucos são receitas especiais da Dona Canô. Se você gostou das caixinhas, pode entrar no site da Bistrô e imprimir cada uma delas e montar você mesmo. O diretor de criação Gabriel Besnos e a coordenadora de projetos Fernanda Aldabe são responsáveis pela criação desses sucos fictícios.

Nada melhor que um Beatle Juice para refrescar o calor desses dias. Você pode escolher entre os sabores: John Lemon (limão), George Pearrison (Pêra), Mango Starr (manga) e Apple McCartney (apple deve ser lido como “é-poul” para ter graça). Infelizmente, esses sucos não existem, imagine o quanto custaria para vender sucos com a marca dos Beatles? Mas, com certeza, venderia muito!
Fonte: Blog da Galileu
domingo, 15 de março de 2009
Quanta Contradição...
A igreja odeia o pecado, mas ama o pecador...
I
Peço à musa do improviso
Que me dê inspiração,
Ciência e sabedoria,
Inteligência e razão.
Peço a Deus que me proteja
Para falar de uma igreja
Que comete aberração.
II
Pelas fogueiras que arderam
No tempo da Inquisição,
Pelas mulheres queimadas
Sem apelo ou compaixão,
Pensava que o Vaticano
Tinha mudado de plano,
Abolido a excomunhão.
III
Mas o bispo Dom José,
Um homem conservador,
Tratou com impiedade
A vítima de um estuprador,
Massacrada e abusada,
Sofrida e violentada,
Sem futuro e sem amor.
IV
Depois que houve o estupro,
A menina engravidou.
Ela só tem nove anos,
A Justiça autorizou
Que a criança abortasse
Antes que a vida brotasse
Um fruto do desamor.
V
O aborto, já previsto
Na nossa legislação,
Teve o apoio declarado
Do ministro Temporão,
Que é médico bom e zeloso,
E mostrou ser corajoso
Ao enfrentar a questão.
VI
Além de excomungar
O ministro Temporão,
Dom José excomungou
Da menina, sem razão,
A mãe, a vó e a tia
E se brincar puniria
Até a quarta geração.
VII
É esquisito que a igreja,
Que tanto prega o perdão,
Resolva excomungar médicos
Que cumpriram sua missão
E num beco sem saída
Livraram uma pobre vida
Do fel da desilusão.
VIII
Mas o mundo está virado
E cheio de desatinos:
Missa virou presepada,
Tem dança até do pepino,
Padre que usa bermuda,
Deixando mulher buchuda
E bolindo com os meninos.
IX
Milhões morrendo de Aids:
É grande a devastação,
Mas a igreja acha bom
Furunfar sem proteção
E o padre prega na missa
Que camisinha na lingüiça
É uma coisa do Cão.
X
E esta quem me contou
Foi Lima do Camarão:
Dom José excomungou
A equipe de plantão,
A família da menina
E o ministro Temporão,
para o estuprador,
Que por certo perdoou,
O arcebispo reservou
A vaga de sacristão.
Preciso dizer mais alguma coisa????
I
Peço à musa do improviso
Que me dê inspiração,
Ciência e sabedoria,
Inteligência e razão.
Peço a Deus que me proteja
Para falar de uma igreja
Que comete aberração.
II
Pelas fogueiras que arderam
No tempo da Inquisição,
Pelas mulheres queimadas
Sem apelo ou compaixão,
Pensava que o Vaticano
Tinha mudado de plano,
Abolido a excomunhão.
III
Mas o bispo Dom José,
Um homem conservador,
Tratou com impiedade
A vítima de um estuprador,
Massacrada e abusada,
Sofrida e violentada,
Sem futuro e sem amor.
IV
Depois que houve o estupro,
A menina engravidou.
Ela só tem nove anos,
A Justiça autorizou
Que a criança abortasse
Antes que a vida brotasse
Um fruto do desamor.
V
O aborto, já previsto
Na nossa legislação,
Teve o apoio declarado
Do ministro Temporão,
Que é médico bom e zeloso,
E mostrou ser corajoso
Ao enfrentar a questão.
VI
Além de excomungar
O ministro Temporão,
Dom José excomungou
Da menina, sem razão,
A mãe, a vó e a tia
E se brincar puniria
Até a quarta geração.
VII
É esquisito que a igreja,
Que tanto prega o perdão,
Resolva excomungar médicos
Que cumpriram sua missão
E num beco sem saída
Livraram uma pobre vida
Do fel da desilusão.
VIII
Mas o mundo está virado
E cheio de desatinos:
Missa virou presepada,
Tem dança até do pepino,
Padre que usa bermuda,
Deixando mulher buchuda
E bolindo com os meninos.
IX
Milhões morrendo de Aids:
É grande a devastação,
Mas a igreja acha bom
Furunfar sem proteção
E o padre prega na missa
Que camisinha na lingüiça
É uma coisa do Cão.
X
E esta quem me contou
Foi Lima do Camarão:
Dom José excomungou
A equipe de plantão,
A família da menina
E o ministro Temporão,
para o estuprador,
Que por certo perdoou,
O arcebispo reservou
A vaga de sacristão.
Preciso dizer mais alguma coisa????
sexta-feira, 13 de março de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
Nan Goldin
domingo, 1 de março de 2009
Além do que se lê

Demorei dois meses pra ler. Muito tempo, se considerado o muito tempo livre que tenho ultimamente. Mas, sabe quando a leitura parece que empaca? Estava achando a trama um tanto quanto enrolada, detalhista, infantil até, sobre uma história que muitos contam, mas tantos outros – assim como eu – teimam em acreditar.
Mas prometi que esse não seria mais um livro lido até a metade. Brincando com o nome da história - e com a própria história-, acho que Deus me dizia: "acaba, Ana". Persisti. A história foi chegando ao final e, quando chegou, me surpreendi. Pra mim, foi como novela que mata as charadas no último capítulo, e faz a gente acreditar no mocinho – por mais cansativa que seja a “vida” que ele insistiu em nos apresentar durante todos os capítulos.
Leiam. É bonito. Para os mais céticos, talvez um pouco forçado. Mas, indiscutivelmente, deixa no ar a dúvida se existe algo do lado de lá. Eu acho que sim.
Mas prometi que esse não seria mais um livro lido até a metade. Brincando com o nome da história - e com a própria história-, acho que Deus me dizia: "acaba, Ana". Persisti. A história foi chegando ao final e, quando chegou, me surpreendi. Pra mim, foi como novela que mata as charadas no último capítulo, e faz a gente acreditar no mocinho – por mais cansativa que seja a “vida” que ele insistiu em nos apresentar durante todos os capítulos.
Leiam. É bonito. Para os mais céticos, talvez um pouco forçado. Mas, indiscutivelmente, deixa no ar a dúvida se existe algo do lado de lá. Eu acho que sim.
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