quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

True Blood: tô viciado...


Um produto desenvolvido pelos japoneses desencadeou uma revolução nos costumes: graças ao TruBlood, um sangue sintético que imita quase à perfeição o original humano, os vampiros que assim o desejam podem viver como seres sociais, sem mais se alimentar na jugular de inocentes. Milhares deles, então, saíram do armário – ou do caixão. Junto com eles, emergiu uma subcultura que agora quer ter direito à propriedade, ao voto, ao casamento.

E, como seria de esperar, uma onda de resistência se formou também. Grupos religiosos invocam o fogo do inferno contra a abominação de seres que não são mortos nem vivos; e a gente do interior ouve com desconfiança os rumores sobre pessoas depravadas que se entregam ao sexo perigoso com vampiros (as medidas são imprescindíveis durante a transa), ou sobre as redes para o tráfico de “V” – o sangue dos vampiros, que, em seres humanos, tem o efeito de uma droga ultrapotente. Gente provinciana como, por exemplo, a de Bon Temps, na Louisiana.

A cidade entre em polvorosa com a chegada de seu primeiro vampiro. E a garçonete caipira, vivida pela atriz Anna Paquin, apaixona-se por ele e o defende de dois charlatões que querem roubar seu sangue para comercilzar. Esse é o ponto de partida de uma das séries mais intrigantes a aportar nas telinhas, True Blood, que a HBO lançou no domingo passado.

Alguém já viu essa história antes? Em oposição à imagem de mobilidade social ilimitada da sociedade americana, a série argumenta que as regras para aceitação são restritas: ter a cor, a orientação sexual, a origem, a profissão ou a crença “errada” joga o indivíduo à margem. Donde todos estão de certa forma à margem, e lutando para se incluir em um círculo ideal que nunca se abrirá de fato. A garçonete, que tem o dom incômodo da telepatia, sempre foi considerada diferente – mas, ao se envolver com o vampiro, percebe que a sua exclusão é muito mais extensa do que imaginava. Os pensamentos que ela ouve (e que às vezes são manifestados em alto e bom som) sobre si própria e sobre os vampiros são de um preconceito mesquinho e chocante. São todas aquelas velhas frases que já foram ditas, e não raro continuam a sê-lo, sobre os negros, judeus, gays e todas as minorias.

6 comentários:

Ana Paula Florentino disse...

Por falar em vampiros, tú viu Crepúsculo? Teenager demais pro meu gosto.

Anônimo disse...

Eu vi sim, achei meio paradão, mas o livro também é... sei lá, gostei e não gostei. É total teenager... já sabia disso..risos. Quem não se apaixonaria??? lindo daquele jeito..hummmmm

Carol disse...

Maior legal esta série...tb viciei...que novidade....kkkk
Quanto ao Crepúcsulo ninguém merece né, eita filminho bobo

Blekic disse...

Viciei tbm!!!Mó barato comprar sangue no mercadinho!!Rsrsrsrsrs!

Anônimo disse...

Eu preciso ver o último episódio...

@SrtoLuh disse...

Bom o seriado ainda não vi, porque sou pobre e não tenho HBO, mas o livro é perfeito!!! AMO!!!
A série Twilight impressiona por ter sido feito por alguém que não é uma escritora declarada... quero um Edward chupando meu pescoço todo dia! heheheh