quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Amor x ódio

A gente só para pra pensar sobre certas coisas quando realmente é necessário ou quando nem necessário é, mas a situação nos força a isso.
Outro dia, coloquei no orkut um vídeo de Roberta Sá, em que (como sempre), belissimamente, ela canta "Samba de Amor e Ódio" - acho que a minha preferida do seu último disco - e, com garra evidente em seu olhar, típica de quem sabe o que está falando, ela solta a frase cabal para essa minha divagação: "nem há amor sem que uma hora o ódio venha".
Se o amor está para o ódio, assim como o riso para o choro, ying para yang e o feijão para o arroz, o que está para a decepção?
Arrisco dizer que a amizade. Porque é nos amigos que depositamos as nossas maiores esperanças, os segredos, a confiança e tantos outros sentimentos bons que não tendem ao carnal. Santa Rita de Sampa prega isso muito bem quando diz que "amor sem sexo é amizade; sexo sem amor é vontade". Aí vem Roberta de novo, só pra não deixar dúvidas: "bendito ódio, ódio que mantém a intensidade do amor, seu vigor". (Para! Que isso já tá parecendo uma tese e só falta eu aplicar as normas da ABNT).
Tanta coisa que a gente ouve por aí, frases que são lidas, ouvidas, mas que logo saem pelo outro lado.
Tanta gente que a gente conhece por aí, sentimentos que são vividos, mas que logo mostram a que vieram.
É só uma questão de tempo para sabermos se algo de bom sobrevive a situações - que a própria razão desconhece.

3 comentários:

Anônimo disse...

Gata, pode fazer uma tese que eu você entende do riscado..risos. Pois é, cada vez mais e intensamente, acredito que a amizade é a verdadeira solução para tudo. O sexo estraga.

Carol disse...

Pois é né, os opostos, desde que o mundo é mundo, sempre se atrairão e sempre se odiarão...

Carol disse...

Pois é né, os opostos, desde que o mundo é mundo, sempre se atrairão e sempre se odiarão...