
Este fim-de-semana, que fiquei de molho, terminei de ver a minissérie Queridos Amigos. Adorei, inclusive o final, que me disseram ter deixado a desejar. Minha personagem favorita continua sendo a Cíntia. Ver deu vontade falar com meus amigos, dizer o quanto os amo, do quanto são importantes na minha vida. Bem diferente do livro - que limita-se ao velório do Léo e à busca do livro que ele teria escrito - a minissérie me envolveu por falar de uma época que eu adoro, ter atores que eu considero exepcionais e trilha sonora fantástica.
Acabou, também nesse fim-de-semana, a macrosérie Alice, da HBO - comprovando a qualidade das produções do canal, sempre ousadas e atuais, como Mandrake, Capadócia e Sex And The City. Amei a protagonista - ela faz um papel meio bobo na novela Chamas da Vida. Mas adorei a entrega da personagem a sua nova vida em São Paulo, aos amigos e à nova família que fez. Achei uma celebração a vida, ao amor e a redenção.
O diretor Luiz Fernando Carvalho conseguiu mais uma vez fazer uma obra notável e bela, com a macrosérie Capitu. "Capitu" começou com uma viagem de trem que percorria a cidade do Rio de Janeiro moderna e a do século 19 sob uma trilha sonora inusitada: um solo distorcido de guitarra. Essas cenas se fundiram e dois personagens de época surgiram na tela conversando em um trem grafitado.Era a senha para desvendar a estética do seriado: o moderno e o antigo se fundiriam para contar, na TV, um dos maiores clássicos da literatura brasileira. Também como em "Hoje É Dia de Maria" e "A Pedra do Reino", o seriado tem um narrador. No caso, a história é contada pela versão adulta e estilizada de Bentinho, interpretado por Michel Melamed. O moderno e o novo também são explorados nas cores do seriado e na trilha sonora. O tom amarelado e sombreado da minissérie - que lembra a estética dos filmes noir - tem o rock como música de fundo.

Escrito por Euclydes Marinho, o roteiro de "Capitu" tem a proposta de ser fiel ao que foi produzido por Machado de Assis. Os diálogos foram preservados e, os episódios, divididos em pequenos capítulos, conforme o livro.A próxima promessa para quem gosta de programas que subvertem a linguagem em prol de uma boa história é a minissérie Maysa, que a Globo irá lançar em janeiro. Adoro o trabalho do Jayme Monjardim e tenho a certeza que ela fará uma trabalho competente como todos os que já fez, ainda mais em se tratando da história da vida da mãe dele.


Um comentário:
queridos amigos é tudo. e maysa também promete ser, assim como sua homônima anã - a mini petiza!
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