quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Yes, nós temos séries de respeito!

Quem reclama da qualidade da nossa TV está vendo as coisas erradas. Que novela das 9, ou Big Brother, ou Luciana Gimenez que nada. Temos produções nacionais maravilhosas que primam pela qualidade estética, de conteúdo, linguagem diferenciada - que deixam muito filme e produções internacionais a ver navios.

Este fim-de-semana, que fiquei de molho, terminei de ver a minissérie Queridos Amigos. Adorei, inclusive o final, que me disseram ter deixado a desejar. Minha personagem favorita continua sendo a Cíntia. Ver deu vontade falar com meus amigos, dizer o quanto os amo, do quanto são importantes na minha vida. Bem diferente do livro - que limita-se ao velório do Léo e à busca do livro que ele teria escrito - a minissérie me envolveu por falar de uma época que eu adoro, ter atores que eu considero exepcionais e trilha sonora fantástica.

Acabou, também nesse fim-de-semana, a macrosérie Alice, da HBO - comprovando a qualidade das produções do canal, sempre ousadas e atuais, como Mandrake, Capadócia e Sex And The City. Amei a protagonista - ela faz um papel meio bobo na novela Chamas da Vida. Mas adorei a entrega da personagem a sua nova vida em São Paulo, aos amigos e à nova família que fez. Achei uma celebração a vida, ao amor e a redenção.
O diretor Luiz Fernando Carvalho conseguiu mais uma vez fazer uma obra notável e bela, com a macrosérie Capitu. "Capitu" começou com uma viagem de trem que percorria a cidade do Rio de Janeiro moderna e a do século 19 sob uma trilha sonora inusitada: um solo distorcido de guitarra. Essas cenas se fundiram e dois personagens de época surgiram na tela conversando em um trem grafitado.

Era a senha para desvendar a estética do seriado: o moderno e o antigo se fundiriam para contar, na TV, um dos maiores clássicos da literatura brasileira. Também como em "Hoje É Dia de Maria" e "A Pedra do Reino", o seriado tem um narrador. No caso, a história é contada pela versão adulta e estilizada de Bentinho, interpretado por Michel Melamed. O moderno e o novo também são explorados nas cores do seriado e na trilha sonora. O tom amarelado e sombreado da minissérie - que lembra a estética dos filmes noir - tem o rock como música de fundo.
Escrito por Euclydes Marinho, o roteiro de "Capitu" tem a proposta de ser fiel ao que foi produzido por Machado de Assis. Os diálogos foram preservados e, os episódios, divididos em pequenos capítulos, conforme o livro.

A próxima promessa para quem gosta de programas que subvertem a linguagem em prol de uma boa história é a minissérie Maysa, que a Globo irá lançar em janeiro. Adoro o trabalho do Jayme Monjardim e tenho a certeza que ela fará uma trabalho competente como todos os que já fez, ainda mais em se tratando da história da vida da mãe dele.

Um comentário:

Ana Paula Florentino disse...

queridos amigos é tudo. e maysa também promete ser, assim como sua homônima anã - a mini petiza!