Foi como um sonho... agora, 24 horas depois posso, finalmente, sentar aqui e tentar descrever as emoções daquele histórico 20/12. Confesso que a empolgação inicial, de assim que soube que Madonna viria ao Brasil – obviamente fiquei eufórico -, foi sendo substituído por um desdém, com os problemas com a venda dos ingressos e a superexposição.Quando li sobre o primeiro show no Brasil, que choveu e a musa levou alguns tomos, já comecei a ficar angustiado. Depois quando o Chá foi na quinta-feira ver o show e me ligou desesperado falando que eu tinha de ver de qualquer jeito, que foi o show da vida dele, etc... o ânimo voltou e resolvi enfrentar a maratona que é ir a um show dessa escala.
Lá fomos eu, o Chá e o Elvis. Mesmo com o tempo modorrento, que não decidia se chovia logo, se esfriava ou se esquentava, nem a multidão ensandecida, nem a espera interminável, o atraso, o DJ irritante que abre o show, e nem o cd chatérrimo em que a turnê é baseada – diminuíram o brilha do show.
E que show! Estou embasbacada até agora. E pensar que Madonna já tem 50 anos e continua coma vitabilidade que muita garotada de 20 não tem nem metade.
Logo que o estádio do Morumbi apagou suas luzes e os dois Ms gigantescos do lado do palco se iluminaram, meu coração quase saiu pela boca. No centro do palco, uma caixa, antes estática, mas que agora havia se transformado em uma fábrica de doces, a “Candy Shop” da diva. A caixa vai se desmontando e, ao girar, revela Madonna, linda, sentada em um trono, saudando seus súditos. E o estádio vai ao delírio, O barulho é ensurdecedor. O calor humano é palpável.
Logo depois a cantora passeia pelo palco com seu RollsRoyce branco, ao som da música “The Beat Goes On”. A platéia já está dominada. Viramos meros fantoches na fábrica de hits da cantora e só aqui, entendemos o porquê dela estar no pop do mundo pop há mais de 20 anos.
Quando ela entona “Into the groove” e pula corda como uma adolescente, nossos nervos já estão em frangalhos. Parece que fui nocauteado, assim como os bailarinos que brincam no ringue na frente do palco. Ah, ela ainda canta uma das minhas músicas favoritas, “Human Nature” e, no fundo, um vídeo da Britney Spears se debatendo dentro de um elevador. Ao final, ela simplesmente fala: “It´s Britney, bitch!” - catártico!O show tem excelentes momentos mas os dois que mais me arrepiaram foram nas canções “The Devil Wouldn´t Recognize You” e “Like a Prayer”. Na primeira ela surge em cima de um piano, em meio a uma tempestade tecnológica. Na segunda, o coro de mais de 80 mil vozes, que sabe cada palavra da canção, vai me acompanhar para sempre. Nunca vi tamanha comoção com uma música, com uma artista.
O momento fofo foi a música “You Must Love Me”, em que ela canta acompanhada do violão. Mesmo o estranhamento inicial, já que só reconheci a música no refrão, não impediram que nós gritássemos em uníssono: sim, nós te amamos!
Outra parte inesquecível é a Madonna encontrando, no palco, várias encarnações de outras fases suas, e tascando um beijo ovacionadissimo na bailarina vestida como ela própria, mas na fase de “Like a Virgin”. Ela contracenando com a holografia do Justin Timberlake, em “4 Minutes”, também é arrepiante. O que não faz a tecnologia!
Adorei as versões mais rock n´roll de “Hung Up” e “Ray of Light”. O final foi apoteótico, com Madonna cantando “Give 2 Me”. O letreiro “Game Over” anuncia o fim. Foi lindo. Foi verdadeiro. Faltaram inúmeros hits. Teve momentos chatos (a parte espanhola), momentos piegas (quando mostra os líderes mundiais e alguns déspotas, terminando com a imagem do Barak Obama), mas foi inesquecível. Ainda prefiro a fase putona da “Girlie Show”, mas Madonna é Madonna.

2 comentários:
A TIA é FODA !!!!
haha
Que tudo, gatos! Mais tudo é saber que qdo ela voltar daqui 15 anos, terá 65 primaveras. kkkk
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