“E daí? Que importância tem que eu separe por vírgula o verbo do sujeito?Essa foi a pérola perpetrada pelo Paulo Coelho em resposta a uma crítica do escritor Fernando Jorge. Em recente artigo na revista Imprensa, Fernando, elenca algumas razões para o sucesso editorial do mago e repele sua literatura, que considera medíocre.
“Ele é a nulidade literária vitoriosa, um escritor incorreto, mediocríssimo, de quinta ou oitava categoria”. Fernando dispara: a onda do esoterismo; o despreparo, a falta de cultura dos seus leitores, que não sabem discernir, ponderar; leitores ignorantes, até mesmo em países mais cultos, como a França, a Inglaterra e a Itália; e, por fim, o fato de Paulo Coelho ser assunto obrigatório da mídia.
Concordo com o despreparo das massas que, realmente, não sabem, não querem e não têm interesse na literatura. Lê-se cada vez menos. E cada vez mais, os livros que encabeçam as listas de vendas, ao redor do mundo, são leituras fáceis, que não obrigam os leitores a criarem senso crítico. E concordo, também, que toda unanimidade é burra.
“Mas o que mais impressiona, no novo livreco do Paulo Coelho, mais do que a história frágil, anêmica, é a enorme quantidade de absurdos, de erros de português, de impropriedades lingüísticas”, dispara Fernando que, notoriamente, é um dos maiores detratores do fenômeno Coelho.
“No seu último livro, que parece o aborto monstruoso de uma cafetina sifilítica (...)”, acrescenta ainda.
Como nosso país e nossa literatura são lindos!
Obs. Não tem nada a ver com o assunto em questão mas preciso falar: que absurdo o que ococrreu ontem entre as polícias, uma selvageria e bárbarie sem tamanho. E esse sequestro em Santo André? Já virou Circo. A Sônia Abrão entrevistar, ao vivo, o imbecil do sequestrador foi o ápice da imbelicidade dessa vulga jornalista. Que porra é essa, minha gente? Policiais matando-se uns aos outros, ao invés de cuidar da segurança pública e prender verdadeiros criminosos; uma jornalista que, supostamente, tem a obrigação de informar, fazendo sensacionalismo com a desgraça alheia; e um moleque que, por ter sido abandonado pela namorada de 15 anos, sequestra, atira (onde ele conseguiu as armas ninguém sabe) e por isso, vira herói?

4 comentários:
Adoooro Paulo Coelho. Mas, cá entre nós: que absurdo (mesmo) ele com vírgula o sujeito do verbo!
* que absurdo ele SEPARAR com vírgula (...)
Isto é Brasil mostrando a sua cara....
Nossa esculhambou geral mesmo, sobrou até para os leitores...hehehehe...
Odeio Paulo Coelho e adorei oq esse Fernando Jorge escreveu.
Agora.....que bosta essa Polícia e esse muleki!!!
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