Os olhos condenam
o medo dos santos
o afeto reprimido
e aquele prazer nosso
que escorre por entre os
lábios
que emana de um não
sei
onde
para um
sei lá
qualquer
e por que hesita?
e por que excita?
e não se entrega
e não diz querer bem
e vai
e volta?
nada se sabe
carência
e o mais?
se há mais.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
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