segunda-feira, 28 de abril de 2008

Uma música que seja...

... Como os mais belos harmônicos da natureza. Uma música que seja como o som na cordoalha dos navios, aumentando gradativamente de tom até atingir aquele em que se cria uma reta ascendente para o infinito. Uma música que comece sem começo e termine sem fim. Uma música que seja como o som do vento numa enorme harpa plantada no deserto. Uma música que seja como a nota lancinante deixada no ar por um pássaro que morre. Uma música que seja como o som dos altos ramos das grandes árvores vergastadas pelos temporais. Uma música que seja como o ponto de reunião de muitas vozes em busca de uma harmonia nova. Uma música que seja como o vôo de uma gaivota numa aurora de novos sons...

Esse Vinicius de Moraes sabia das coisas. Talvez por ter conhecido todo tipo de gente. Talvez por ter circulado por todo tipo de ambiente. Talvez por ter sido escritor, compositor, boêmio, galanteador, unanimidade. Ele que sabia a importância dessa vida. Ele sabia ao que realmente dar valor. Não perdia tempo com bobagens. Apenas ouvia a música...

Quisera eu ser como o poeta, às vezes sou e às vezes não. Sou humano, erro. Graças a Deus.

3 comentários:

Ana Paula Florentino disse...

Rodrigueana: "toda unanimidade é burra".

Carol disse...

Vocês estão escrevendo assuntos muito sérios por aqui, tô até com vergonha de chegar com a minha burrice e postar....hahahahaha....

Anônimo disse...

Bom, até que ficou bom....mas quanto tempo voce demorou pra chegar a esta conclusao? Voce escreveu isso sozinho?